Campinas registra alta de 34,9% em novos empreendimentos imobiliários

Postado em 31 de janeiro de 2022 por

Campinas registrou alta de 34,94% no lançamento de empreendimentos imobiliários, de acordo com levantamento do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis).

Na comparação entre dados de 2020 e do ano passado, ainda incompleto, a alta é de 35%, ou seja, em 2020 foram lançados 4,5 mil imóveis nos 12 meses, já em 2021, até setembro (nove meses), o registro foi de 6.078 mil.

Ainda de acordo com o Secovi, o aumento ocorre principalmente em imóveis populares, como apartamento, que são aqueles que custam, em média, R$ 180 mil. São imóveis com 42 metros quadrados, 2 quartos e 1 banheiro, que também inclui uma pequena sacada.

Ainda segundo os dados, em 2019 foram lançadas 4.268 unidades na metrópole.

CONQUISTA

Em Campinas, a instrutora de treinamento Monalisa Modolon conseguiu comprar o primeiro apartamento próprio após quatro anos de procura e tentativas de financiamento em bancos.

“É um sonho mesmo. Pago R$ 600 por mês. Comparado ao que pagava de aluguel, eu economizo 50%”, disse ela. Monalisa é justamente o tipo de cliente que tem movimentado o mercado imobiliário na cidade.

“Foram quase 2 mil vendas em 2021. E, para 2022, a expectativa é aumentar bastante este número. É uma aposta certa, porque sabemos que o cliente vai continuar porque ele está em busca da casa própria. E essa busca vai continuar ao longo dos próximos anos”, analisou a gestora comercial Bárbara Martins.

Para a presidente do Secovi de Campinas, Kelma Camargo, os apartamentos populares atendem a grande faixa de clientes que desejam ter o primeiro imóvel.

“Querem sair da casa da mamãe, ou separou. Isso foi um ‘boom’ na cidade e está sendo ainda porque tivemos uma gama de financiamento muito boa, que facilitou muito”, disse.

O representante de uma incorporada que atua na cidade explicou que há ainda parcelamento das entradas, que varia de acordo com o poder aquisitivo do comprador.

“Hoje, conseguimos fazer uma entrada de até 2% do valor do imóvel. E mesmo assim, podemos parcelar esta entrada. O importante é a pessoa se programar e nos sentarmos com ela, para entender o fluxo de recebimento e pagamento. Assim, ela se torna adimplente para a aquisição do imóvel”, disse Renato Diniz.

Fonte: A cidade on