Guia de custos para construir em 2026: Do padrão popular ao luxo

Postado em 20 de janeiro de 2026 por

Planear a construção de uma casa em 2026 exige uma compreensão clara de como as escolhas de projeto impactam o bolso. Segundo dados e projeções baseados no portfólio do Engenheiro Jonatan Oliveira, o custo por metro quadrado (m²) varia drasticamente conforme o padrão de acabamento e a complexidade estrutural.

Abaixo, detalhamos asprincipais faixas de custo e os fatores que mais pesam no orçamento.

Estimativas de Custo por Metro Quadrado (m²)

Os valores abaixo servem como referência para o planeamento inicial:

Padrão Normal (Simples/Popular): Entre R$ 3.000 e R$ 3.500 por m². Caracteriza-se por ambientes menores (quartos de 9 a 12 m²), sem integração de espaços (muitas paredes internas) e uso de materiais comerciais (janelas e portas prontas).

Padrão Médio: Entre R$ 4.000 e R$ 4.500 por m². Inclui ambientes mais amplos, uso de reboco em toda a casa, forros de gesso e algumas esquadrias sob medida.

Padrão Alto/Luxo: A partir de R$ 5.500 por m². Aqui, “o céu é o limite”. Este padrão envolve grandes vãos livres, integração total de ambientes (sala, cozinha e lazer), acabamentos nobres (mármores, teto vinílico ou madeira) e projetos estruturais complexos.

Os 5 “Vilões” do Orçamento

Para manter a obra sob controlo, é essencial monitorizar estes cinco pilares que representam a maior fatia dos gastos:

Mão de Obra (40% a 50% do total): É o custo mais elevado. A recomendação é trabalhar com contratos de valor fixo para evitar surpresas durante a execução.

Estrutura (15% a 20%): O layout define este custo. Projetos com vãos muito grandes ou balanços estéticos exigem mais aço, betão (concreto) e escoramento, encarecendo a fundação e a laje.

Acabamentos (Cerca de 15%): Embora seja onde as pessoas tentam poupar, pisos e revestimentos de luxo podem disparar o orçamento. Um piso pode custar R$ 100/m², enquanto um mármore pode chegar a R$ 2.000/m².

Esquadrias (Cerca de 10%): Peças feitas sob medida em alumínio são significativamente mais caras que as medidas comerciais de grandes lojas ou o uso exclusivo de vidro temperado.

Terreno e Movimentação de Terra: A inclinação do lote (aclive ou declive) pode consumir entre 10% e 20% do valor da construção apenas em muros de arrimo e terraplenagem.

Construir em 2026 será um desafio de equilíbrio entre estética e orçamento. O segredo para não perder o controlo financeiro reside num projeto arquitetónico inteligente: ambientes menores e menos integrados reduzem drasticamente o custo estrutural, enquanto a personalização extrema e os grandes vãos são os principais responsáveis pela subida dos preços para o patamar do alto padrão.

Fonte: Click petroleo e gás