Adeus ao “fake”: A revolução da arquitetura brasileira nos próximos 25 anos

Postado em 5 de janeiro de 2026 por

O ano de 2026 marca o início de um novo ciclo de um quarto de século. Esqueça os prédios que imitam palacetes europeus ou o cinzento monótono dos escritórios tradicionais. O futuro da construção no Brasil será guiado por três pilares inegociáveis: bem-estar radical, eficiência industrial e orgulho nacional.

Especialistas dos renomados escritórios aflalo/gasperini e FGMF revelam o que vai moldar as cidades até 2050. Confira as tendências que já estão a sair do papel:

### 1. O Fim das Fronteiras: Casas com cara de escritório (e vice-versa)

A pandemia deixou um legado permanente: a busca obsessiva pela qualidade de vida. A nova arquitetura “borra” os limites. Os escritórios agora precisam de áreas de descompressão e conforto que nos façam querer sair de casa, enquanto as nossas residências são projetadas para serem produtivas, sem perder o aconchego. O foco não é apenas o metro quadrado, mas a saúde mental de quem o habita.

### 2. A Obra “Lego”: Industrializar para não parar

Com a escassez de mão de obra e as mudanças na reforma tributária, o canteiro de obras tradicional está com os dias contados. A tendência agora é a construção industrializada. Estruturas metálicas, madeira engenheirada e pré-moldados de concreto ganham força. O objetivo? Reduzir custos, acelerar a entrega e, finalmente, abraçar a sustentabilidade dos green buildings “na marra”.

### 3. Brasilidade sem Máscaras

“Chega de prédios que parecem palacetes franceses de plástico,” afirma o arquiteto Fernando Forte. A maturidade do mercado brasileiro está a exigir uma identidade própria. A tendência para o próximo quarto de século é uma arquitetura contemporânea que respeite o nosso clima, use os nossos materiais e valorize a assinatura local. O luxo agora é ser autêntico.

Fonte: Metro Quadrado