Além de Gaudí: 3 ícones da arquitetura em Barcelona que você precisa conhecer

Postado em 22 de julho de 2026 por

Muitos associam a capital catalã quase que exclusivamente às criações geniais de Antoni Gaudí, mas o repertório arquitetônico de Barcelona vai muito além do mestre do Modernismo. Descubra três estruturas fundamentais que ajudaram a moldar a identidade urbana e estética da cidade.

Quando pensamos no patrimônio construído de Barcelona, referências como a Sagrada Família, o Park Güell e a Casa Batlló vêm imediatamente à mente. No entanto, a metrópole espanhola é um laboratório vivo de experimentação espacial, abrigando outras obras-primas da arquitetura que vão do ápice do Modernisme catalão ao racionalismo minimalista do século XX.

Se você quer expandir seu repertório arquitetônico pela cidade, inclua estas três paradas obrigatórias no seu roteiro:

1. Hospital de Sant Pau (Lluís Domènech i Montaner)

Projetado pelo grande rival contemporâneo de Gaudí, Lluís Domènech i Montaner, o Recinte Modernista de Sant Pau é o maior conjunto arquitetônico em estilo modernista do mundo e Patrimônio Mundial da UNESCO.

O conceito: Em vez de uma estrutura hospitalar vertical e fria, Montaner desenhou uma “cidade-jardim” higienista composta por pavilhãoes independentes interligados por galerias subterrâneas.

O impacto: Com uso abundante de cerâmica colorida, vitrais, mosaicos e tijolos aparentes, o projeto visava humanizar o tratamento médico, utilizando a beleza e a luz natural como parte do processo de cura dos pacientes.

2. Palau de la Música Catalana (Lluís Domènech i Montaner)

Também assinado por Domènech i Montaner e declarado Patrimônio da Humanidade, o Palau de la Música é uma das salas de concerto mais espetaculares do planeta e uma ode ao nacionalismo e às artes aplicadas catalãs.

O destaque espacial: Construído entre 1905 e 1908, o edifício destaca-se pelo uso inovador de uma estrutura de aço que permitiu abrir grandes vãos iluminados por vitrais.

A joia central: A auditório principal possui uma claraboia invertida em formato de gota de vidro colorido, que preenche a sala inteira com luz natural durante o dia — uma solução técnica e poética única na arquitetura de espetáculos.

3. Pavilhão de Barcelona (Ludwig Mies van der Rohe)

Dando um salto em direção ao Movimento Moderno, o Pavilhão Alemão construído para a Exposição Internacional de 1929 (e reconstruído nos anos 1980 em Montjuïc) é um divisor de águas na história da arquitetura global.

A revolução formal: Projetado por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich, o pavilhão traduz com perfeição a célebre máxima “menos é mais”.

Materiais e espaço: Com uma planta livre, fluxo contínuo entre interior e exterior, e um uso impecável de mármore, ônix, vidro e aço cromatico, a estrutura redefiniu a noção de espaço e proporção no século XX. Foi aqui também que nasceu a icônica Cadeira Barcelona.

A visão de conjunto: Compreender a riqueza urbana de Barcelona exige olhar para além de um único nome. A convivência entre a exuberância ornamental de Montaner e a precisão cirúrgica de Mies van der Rohe revela por que a cidade continua sendo um ponto de referência incontornável para o design, a engenharia e o urbanismo mundial.

Fonte: Viagem e Turismo