Postado em 18 de fevereiro de 2026 por sn-admin

O setor imobiliário brasileiro está cheio de otimismo para 2026, impulsionado pela chance de que o Banco Central do Brasil inicie um ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic) já a partir da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). Atualmente em 15% ao ano, o maior nível em duas décadas, essa taxa elevada encarece o crédito e torna mais difícil financiar um imóvel — mas a perspectiva de corte está gerando expectativas positivas no mercado.
Segundo especialistas do setor, como o presidente do Sinduscon-MG, a Selic alta freia investimentos e dificulta o acesso ao crédito — resultando em escassez de imóveis, alta de aluguéis e dificuldades para quem quer comprar casa própria. Uma redução nos juros pode destravar investimentos e aumentar a oferta de imóveis, respondendo à demanda de milhões de famílias.
Empresários imobiliários também veem impacto direto dessa possível queda nas vendas. Para alguns, como executivos de grandes imobiliárias, cada ponto percentual a menos na Selic poderia significar centenas de milhares de moradias vendidas a mais ao longo do ano, impulsionando crescimento tanto no financiamento quanto na construção civil.
Além disso, com a taxa de juros mais baixa, a tendência é que mais compradores tenham acesso a financiamentos mais acessíveis, especialmente em segmentos de média e alta renda, onde o crédito imobiliário é ainda mais sensível às variações da Selic.
Fonte: Itatiaia

