Postado em 9 de março de 2026 por sn-admin

Ao perceber uma placa de “vende-se” em um prédio vizinho ao terreno que já possuía na Rua Melo Alves, o empresário João Pedro Camargo decidiu ir além de uma compra pontual: ele e seu sócio, Pedro Kopstein, passaram a negociar diretamente com cada morador do edifício. O objetivo era claro — adquirir todos os apartamentos para ampliar o terreno e dar uma nova dimensão ao empreendimento que a incorporadora desenvolvia na região.
A estratégia funcionou. Após um processo longo de conversas individuais com os proprietários, a incorporadora conseguiu comprar 28 unidades do prédio, em uma operação que custou cerca de R$ 90 milhões. Com isso, a área original do terreno praticamente dobrou, permitindo redesenhar o projeto e elevar significativamente seu potencial.
O resultado é o Plenitude, empreendimento da Liv Inc–Kopstein que agora nasce com uma escala muito maior e um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 1,3 bilhão. A expansão do terreno abriu espaço para um projeto mais robusto, voltado ao mercado de alto padrão em um dos endereços mais desejados da capital paulista.
Segundo os sócios, o processo de compra foi quase artesanal. As negociações foram conduzidas caso a caso, muitas vezes com abordagens diferentes para cada morador. A estratégia exigiu tempo, paciência e habilidade para construir confiança com os vendedores.
No final, a aposta revelou uma lógica cada vez mais comum no mercado imobiliário de alto padrão: a consolidação de terrenos em áreas nobres, onde grandes projetos só se tornam viáveis após reunir diversos imóveis menores. Nos Jardins, esse movimento pode transformar um terreno comum em um empreendimento bilionário.
Fonte: Exame

