Postado em 15 de junho de 2026 por sn-admin

Em pronunciamento oficial, a liderança em exercício do conselho detalha o plano de transformação digital e as novas diretrizes que prometem desburocratizar o dia a dia dos profissionais e redefinir as normas da categoria.
O cenário profissional para os arquitetos e urbanistas de todo o país está prestes a passar por uma importante reformulação em suas bases operacionais e normativas. Em um movimento focado em acompanhar as transformações tecnológicas e as novas demandas do mercado, o presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) veio a público para detalhar um conjunto de mudanças estratégicas projetadas para a categoria.
O objetivo central da gestão é claro: reduzir a burocracia, dar mais agilidade aos processos diários dos profissionais e fortalecer a valorização da arquitetura perante a sociedade.
Os Pilares da Transformação Profissional
As atualizações propostas pelo conselho miram nas principais dores de cabeça relatadas pelos arquitetos no cotidiano dos escritórios e canteiros de obras.
Entre os pontos de maior destaque explicados pela presidência, estão:
Desburocratização do SICCAU: A promessa de uma reformulação profunda no Sistema de Informação e Comunicação do CAU, tornando a emissão de Registros de Responsabilidade Técnica (RRT) e Certidões de Acervo Técnico (CAT) muito mais intuitiva, rápida e menos travada por falhas técnicas.
Flexibilização e Novas Diretrizes de Fiscalização: Uma mudança na postura de fiscalização, que passa a ter um caráter mais orientativo e educativo em um primeiro momento, combatendo o exercício ilegal da profissão de forma mais inteligente e digital.
Alinhamento com as Novas Tecnologias: O incentivo e a regulamentação do uso de ferramentas de Inteligência Artificial e metodologias avançadas (como a evolução do ecossistema BIM) nos contratos e na prática projetual, garantindo a proteção dos direitos autorais dos arquitetos.
Valorização Profissional e Tabela de Honorários
Outro assunto crucial abordado no pronunciamento diz respeito à sustentabilidade financeira dos escritórios. A liderança reforçou a necessidade de atualizar e unificar os parâmetros da Tabela de Honorários, servindo como uma ferramenta de defesa do profissional contra o aviltamento de preços e garantindo uma remuneração justa pela complexidade técnica de cada projeto.
Além disso, o CAU/BR pretende intensificar os canais de diálogo com as instâncias municipais e estaduais para acelerar os processos de análise e aprovação de projetos de arquitetura nas prefeituras, um dos maiores gargalos para o avanço das obras no país.
O Que Esperar para o Futuro Próximo?
Essas mudanças sinalizam que o conselho está buscando se aproximar da realidade prática dos profissionais em 2026. A transição para um modelo mais ágil e digital é vista como um passo obrigatório para que a arquitetura e o urbanismo continuem liderando as transformações das cidades de forma competitiva, segura e sustentável.
Os profissionais devem ficar atentos aos canais oficiais do CAU nos próximos meses, pois o cronograma de implementação das novas normas e as consultas públicas para a participação dos arquitetos serão liberados gradativamente.
Fonte: Comunicado de Diretrizes e Atualizações Normativas / CAU-BR

