Viúva negra

Postado em 2 de outubro de 2020 por

Atelier Barda Arquitetura abriga casa em meio à floresta na cidade de Frelighsburg, no Canadá

fotos: Frédéric Bouchard & Yves Lefebvre

Um casal canadense com dois filhos queria construir um refúgio de férias, longe da metrópole onde vivem. Após adquirirem um terreno no meio da floresta de Frelighsburg, que fica a aproximadamente 100 quilômetros de Montreal, a segunda cidade mais populosa do Canadá, a família convidou o Atelier Barda Arquitetura para projetar seu château de descanso.

No briefing, um dos itens mais importantes feitos pelos proprietários era construir uma casa que fugisse completamente dos moldes das grandes cidades e que a arquitetura não conferisse um layout negativo em meio as belezas naturais do bosque. A partir disso, os profissionais resolveram fazer uma espécie de cabana, que harmonizasse tudo aquilo que os moradores almejavam.

A fundação do refúgio, de 287 metros quadrados, seguiu os padrões tradicionais da construção de uma habitação, utilizando concreto para garantir sua durabilidade. As paredes, externas e internas foram feitas de madeira laminada resistente, revestidas em preto, para não destacarem-se excessivamente em meio a mata, a cor serviu como uma espécie de camuflagem para o imóvel.

Na planta, a morada foi dividida em três espaços diferentes, a sala de estar ficou integrada a cozinha e living – onde se encontra uma lareira de ferro. Já a sala de jantar ficou separada por uma grande porta de vidro, onde hospeda também uma grande estrutura para armazenar lenha, uma vez que a região é bastante fria e com invernos rigorosos que beiram a menos vinte graus negativos. Os outros dois ambientes acomodam os quartos do casal e das crianças – o dormitório principal  acolhe uma prateleira de madeira onde a família instalou uma pequena biblioteca que confia uma atmosfera acolhedora.

A cabana recebeu inúmeras janelas bem amplas, que permitem a entrada da luz e ventilação natural, além de proporcionar uma bela vista da fauna e flora que a abraçam. No décor os arquitetos optaram por peças mais leves que atribuem ainda mais aos espaços o clima de campo. A madeira foi bastante utilizada no mobiliário, assim como o aço, presente principalmente na cozinha. O destaque fica para um sofá vermelho em “L”, que está no living, , que cai super bem no décor não só de casas de campo, como também nas urbanas ou até mesmo nas de praia, dependendo do material utilizado.

O projeto final foi nomeado de Chalé da Floresta, mas o olhando alí, sozinho em meio à floresta canadense é impossível não comparar sua beleza a de uma viúva negra, solitária e imponente.

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