O que aprendemos em um ano de home office?

Postado em 28 de abril de 2021 por

É preciso ter confiança nos colaboradores e deixá-los encontrarem os melhores caminhos para atingirem os resultados esperados

Quem poderia imaginar um mundo onde grande parte das empresas adaptariam suas estruturas de trabalho ao home office em menos de 15 dias? O que parecia ser algo impossível, aconteceu e já dura um ano. Em dezembro de 2020, essa era a rotina padrão de 43% das empresas no País, segundo dados da consultoria BTA. Enquanto a transição foi tranquila para algumas, para outras foi e ainda está sendo extremamente complicada. Mas, essa parece ser uma tendência que veio para ficar. Segundo um estudo feito pela FGV, esse modelo de trabalho deve crescer 30% no País em um cenário pós-pandemia. Enfrentamos altos e baixos, mas muitas lições têm sido aprendidas. Aponto aqui as seis mais importantes para a nossa própria empresa, a Pontaltech.

#1 Necessidade de planejamento: uma das nossas maiores preocupações foi como manter as rotinas de trabalho, o alinhamento de expectativas, a comunicação e, principalmente, como conciliar tudo isso com questões pessoais, em especial para os que têm filhos pequenos. Diante de tantas situações aparentemente complicadas, a melhor forma de gerenciá-los é se planejando – afinal, se não tivermos o mínimo de organização, tudo isso pode rapidamente se tornar um caos.

#2 Aumento da produtividade: contrariando a ideia de que o home office causa enormes distrações aos profissionais, uma pesquisa realizada pela Pulses mostrou que 78% dos brasileiros se sentem mais produtivos trabalhando remotamente. Ao trabalhar de casa, os profissionais não precisam gastar tempo se deslocando até a sede da empresa e podem personalizar seu local de trabalho de acordo com o que mais lhes agrada (conforto, iluminação, música de fundo).

#3 Autonomia e agilidade: acompanhar de perto o trabalho de cada profissional pode se tornar uma missão difícil no home office, especialmente para empresas de grande porte. Nesse sentido, a autonomia e agilidade das equipes faz diferença. Reuniões desnecessárias e conversas aleatórias foram consideravelmente reduzidas, dando espaço para reuniões programadas que aumentaram a agilidade e eficiência no desempenho das tarefas. Isso contribuiu para que a organização das entregas fique cada vez mais clara e objetiva.

#4 Monitoramento de resultados: monitorar os resultados das equipes é uma estratégia fundamental para analisar o que está dando certo e o que deve ser aperfeiçoado. Com o home office, isso se tornou ainda mais importante. Uma das nossas estratégias foi a adoção de ferramentas para gestão de OKRs (objectives and key results) e controle de projetos, que mostram questões como os resultados conquistados por cada equipe ou individualmente, além do tempo gasto. Ter controle é imprescindível em uma situação como essa.

#5 Importância da comunicação: manter uma comunicação clara e assertiva é um fator indispensável para qualquer empresa, e sua falta pode acarretar interpretações equivocadas e falhas na entrega de resultados. Para evitar esses problemas no home office, é importante usar ferramentas de conversação online tanto interna, como o Slack, quanto externa, como o Meets e o Zoom. A comunicação precisa de uma atenção especial para que nada fique mal-entendido.

#6 Integração de novos funcionários: uma das maiores vantagens do home office é que se tornou possível contratar profissionais de outras regiões – ou até mesmo países – para integrar o time da empresa. Usando todas as ferramentas de comunicação e monitoramento, a integração desses profissionais à rotina da organização e a seus colegas se dá naturalmente. Obviamente, há sempre o cuidado de enviar um kit de boas-vindas, com mimos e material de trabalho para as casas dos colaboradores para que eles se sintam parte da equipe.

A conexão pessoal no dia a dia do trabalho continuará sendo importante. Mas esse um ano de home office provou que não há a menor necessidade de reunir todo mundo no mesmo local ao mesmo tempo para gerar bons resultados. É preciso ter confiança nos colaboradores e deixá-los encontrarem os melhores caminhos para atingirem os resultados esperados. Aqui, isso tem dado certo.

Fonte: Jornal do Comercio

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