Postado em 20 de fevereiro de 2026 por sn-admin

O setor da construção civil no Brasil entra em 2026 com expectativas mais positivas do que em 2025, projetando um avanço na atividade econômica após um ano de crescimento moderado. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que o setor deve crescer cerca de 2% em 2026, o que marcaria o terceiro ano consecutivo de expansão no país.
📈 Fatores que impulsionam o setor
Segundo a entidade, a expectativa de crescimento está apoiada em três principais vetores:
* Possibilidade de queda da taxa de juros, que pode reduzir os custos de financiamento;
* Ampliação do crédito imobiliário, favorecida por programas habitacionais como o *Minha Casa, Minha Vida* e a ampliação do orçamento disponível do FGTS para moradia;
* Maior investimento em infraestrutura pública e privada, que movimenta a cadeia produtiva desde materiais até mão de obra.
Programas como o Reforma Casa Brasil, com previsão de elevados investimentos, além de mudanças no modelo de financiamento habitacional usando recursos da caderneta de poupança, também contribuem para reforçar a oferta de crédito e estimular a demanda por novos imóveis.
🔎 Desafios ainda em pauta
Apesar do cenário promissor, o setor enfrenta desafios estruturais que podem limitar um crescimento ainda mais acelerado. Entre eles estão a elevada carga tributária, o alto custo da mão de obra — tanto qualificada quanto não qualificada — e os juros que ainda permanecem relativamente altos no ambiente econômico.
Em 2025, por exemplo, o crescimento do setor foi menor do que nos anos anteriores, apesar de ainda positivo, e o custo da construção civil subiu mais que a inflação geral do país.
🧱 Impactos para o mercado
O desempenho da construção civil não só influencia diretamente setores ligados à produção e comércio de materiais, como também impacta o mercado de trabalho, com geração de empregos formais, e pode refletir positivamente nas decisões de famílias que planejam a compra da casa própria ou investimentos imobiliários, caso as condições de crédito e juros se tornem mais favoráveis ao longo do ano.
Fonte: G1

